quinta-feira, 16 de março de 2017

Vereadora Luciana Novaes e Deborah Prates no lançamento da Feira "Mobility Show"

É com muita honra que registro o produtivo encontro que tive nessa manhã com a vitoriosa vereadora do município do Rio de Janeiro Luciana Novaes

Fomos ao lançamento da Feira "Mobility Show", que ocorrerá na Marina da Glória da Cidade Maravilhosa nos dias 07 (de 12h às 18h), 08 e 09 (10h às 18h) de julho de 2017 (mais dados no cartaz abaixo).


Maiores informações: 0800 722 6612 ou www.mobilityshow.com.br

Na foto, da esquerda para a direita: Deborah Prates, Rodrigo Rosso, Luciana Novaes e Fábio Guimarães. 



"Tudo o que você e sua Família precisam para comprar o seu Carro 0KM com ISENÇÃO DE IMPOSTOS, além de extensa variedade de Produtos, Equipamentos e Serviços em Tecnologia Assistiva reunidos em um só lugar."






quinta-feira, 9 de março de 2017

Empoderamento da mulher com deficiência no IAB

No dia da mulher tive a felicidade de estar no rol das oradoras no evento do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros). Foi um momento de empoderamento das mulheres com deficiência. Pude falar sobre nós. Muito bacana sentir a inclusão fluindo na sociedade brasileira.


Descrição da imagem para pessoas com deficiência visual: cartaz de fundo branco e bordas superior e inferior vemelhas, contendo o logo do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros). Na parte superior há o desenho de um rosto de mulher na posição de perfil,composto por linhas gerais (linha da mandíbula, nariz, boca, pálpebra fechada, sobrancelha e cabelo). O cabelo é longo cai de forma horizontal, como se o vento estivesse o empurrando. O cabelo começa num tom de vermelho e conforme avança na imagem vai passando para o roxo, o rosa, o laranja, o amarelo e por fim o verde. Ao lado direito há 4 gaivotas, respectivamente nas cores rosa, vermelho, laranja e amarelo. Abaixo disso estão as informações da pauta. O nome de Deborah Prates é o terceiro de cima para baixo no rol das oradoras.


Em seguida foto de Deborah Prates sorrindo vestindo uma camiseta branca. A blusa possui um quadrado preto no meio contendo vários conjuntos de mãos dadas e no meio está escrita a palavra "sororidade" em amarelo.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Sancionada lei que facilita acesso de mulheres com deficiência à mamografia

Da Redação | 24/11/2016, 16h01 - ATUALIZADO EM 06/12/2016, 12h54

Mulheres com deficiência terão o acesso assegurado a prevenção, diagnóstico e tratamento dos cânceres de mama e de colo de útero no Sistema Único de Saúde (SUS). É o que estabelece a Lei 13.362/2016, sancionada pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (24).


A nova lei tem origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 406/2011, aprovado em março de 2012 e na Câmara dos Deputados em outubro de 2016.


O texto esclarece direitos já previstos na Lei Orgânica da Saúde (Lei  8.080/1990) e, de modo mais específico, na Lei 11.664/2008, que disciplina a prevenção e tratamento dos cânceres de mama e de colo de útero no SUS.  Para isso, acrescenta novo parágrafo ao artigo 2º da Lei 11.664/2008.


A preocupação dos parlamentares é com a falta de capacitação de profissionais e de adaptação de equipamentos para mulheres com deficiência.


Na justificativa do projeto, a autora, senadora Ana Amélia (PP-RS), afirma que a maioria dos serviços de saúde não dispõe de estrutura física e equipamentos adequados para mulheres com deficiência, e também não conta com profissionais capacitados. É o caso, por exemplo, das mulheres paraplégicas, que enfrentam sérias dificuldades para realizar o exame mamográfico, e das tetraplégicas, que ficam praticamente impossibilitadas, uma vez que não existem mamógrafos adaptados para essa condição, argumenta Ana Amélia.


O relator da proposta na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), então senador Paulo Davim (RN), acredita que o principal obstáculo é a realização da mamografia por mulheres vítimas de amputação, de doenças mentais ou neurológicas, que lhes retirem os movimentos dos membros inferiores. Isso ocorreria porque os equipamentos e o ambiente não estão adaptados à condição das pacientes e às cadeiras de rodas.


Na comissão de Direitos Humanos, foi acrescentada uma emenda de redação,
trocando o termo mulheres portadoras de deficiência por mulheres com deficiência. O relator na CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), explicou que a expressão é mais precisa e correta.



Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Feliz Dia Internacional da Mulher 2017

No Dia Internacional da Mulher é que venho, às duras penas, fazer um sofrido desabafo. Falamos em sororidade, contudo, na prática, não nos comportamos como irmãs.

Lembro que as mulheres COM deficiência não são lembradas nas rodas de conversas, face ao terrível fenômino da invisibilidade. Por isso é que somos esquecidas pelas iguais SEM deficiência.

Arte: Rosa Santos


Faz pouco que tive uma triste experiência em um coletivo feminino. Pugnei para que as nossas reuniões fossem realizadas em locais acessíveis, já que as acessibilidades fazem parte dos nossos direitos fundamentais.

O reboliço foi total! A mulherada fazia que entendia, porém, na prática, foi uma verdadeira batalha para a realização em local diferente do habitual (que era inacessível).

Por incompatibilidade na minha agenda não pude estar presente nesse novo local. Então, ouvi: - Ela insistiu tanto para fazermos em local acessível e ela nem veio. Absurdo! Nada adiantou o nosso sacrifício.

Vale, ante a pobreza de alma acima, trazer a reflexão do querido Prof. Romeu Kazumi Sassaki (inclusivista):



"PRINCÍPIOS DO ESPAÇO ACESSÍVEL


Princípio 1: Onde a pessoa sem deficiência acesso livre tem,
                    a pessoa com deficiência deverá tê-lo também.

Princípio 2: Onde o desenho universal ainda é um hiato,
                      o Princípio 1 será aplicado de imediato."


Verdadeiramente precisamos praticar a SORORIDADE. Certo é que as acessibilidades hão que estar em todos os lugares abertos ao público, ainda que o estabelecimento seja privado, independentemente se a pessoa com deficiência não possa estar presente.

As mulheres sem deficiência têm que compreender que a dignidade da mulher COM deficiência tem que estar igualmente intacta.



FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER. É o que desejo a todas nós.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Coração universal. Que tal?

         Quanta honra para mim ter o meu novo texto publicado no "Justificando". Convido-os a ler e, se puderem, comentar. 






Segue a matéria na íntegra, disponível também no link: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/02/03/coracao-universal-que-tal/


"A nossa Convenção de Nova Iorque consagrou o princípio do desenho universal, valendo dizer a idealização de ambientes, serviços, produtos e programas que possam ser usados, com muito conforto e com igual oportunidade, pela maioria esmagadora dos seres humanos.

A maravilha descrita somente terá sucesso se o coração humano igualmente for universal, ou seja, se a população tiver a grandeza de enxergar e acolher as diversidades de modo democrático, isonômico. A coletividade há que entender que as diversidades são como são e não como ela gostaria que fosse! Mas, de qual pedagogia iríamos nos valer para conquistar esse feito?

O desafio hodierno é instigar a sociedade para que reveja os defasados conceitos e preconceitos, de modo a, solidariamente, promover a verdadeira inclusão social.

Poxa, como seria bacana se, por exemplo, as pessoas com deficiência dessem o pontapé inicial e passassem a procurar os demais humanos excluídos socialmente, objetivando dialogar com esses outros sobre a opressão, ou vice-versa. Afinal, esta é suportada por todos nós. Eis o flagrante elo em comum com os integrantes desse sofrido conjunto de pessoas.

Então, com a harmonia e o encontro de ideias comuns agregaríamos, com sabedoria, na luta contra o uso da violência pela sociedade para nos sufocar e demonstrar autoridade, tirania, tão-só porque fugimos a fôrma da indústria da moda ditada pelo selvagem capitalismo que sugou os nossos cérebros faz mais de 200 anos. O ser que habita um corpo diferente do que é tido como padrão está excluído!

Essa sujeição, imposta contra nós pela coletividade, que caracteriza um injusto domínio pela força física e/ou psicológica, faz com que nos sintamos reprimidos, humilhados, sem forças nem vontade para reagir a essas inenarráveis condutas fascistas. Em inúmeras vezes os excluídos sentem-se quase humanos, apenas pela cor da pele (racismo), ou porque são imigrantes (xenofobia), ou pelas deficiências (pessoas com deficiência), ou pela idade (idosos), ou por serem mulheres (desigualdade por gênero), ou por serem de religiões distintas (intolerância religiosa), etc. Tudo por conta do preconceito e seguida discriminação que nos é imposta pelos humanos que se acham privilegiados, superiores. Esses sentem-se seres supremos!

Fato incontroverso é que o ser humano deixou de pensar e, por isso, vem sendo conduzido, tocado, como rebanho. Lembro-me, nesse momento, das ovelhas que precisam, obrigatoriamente, de um pastor, com o poder de seu cajado nas mãos, para protegê-las. Daí, quando o ambiente está calmo, sereno, com os lobos distantes e com as ingênuas ovelhas pastando, está o pastor com o seu cajado a dominar o pedaço. Pobre rebanho! Seríamos nós excluídos, quer dizer as ovelhas diferentes tidas como desgarradas ou marginalizadas? Quem é o nosso pastor? Quem somos nós?

Pois é, a opressão social faz com que os cidadãos percam as respectivas identidades e, sufocados, pisados, passem a ser outras pessoas contra as próprias vontades.

Modernamente o diálogo pode ir muito além da tradicional forma presencial, como, por ilustração, as ferramentas digitais, tais como o blog e o e-mail, e as redes sociais, etc. Assim, não tenho dúvida de que a nossa união – presencial ou virtual – nos dará forças para articular um processo ininterrupto de troca em que múltiplas vozes co-construirão o novo conhecimento acerca das diversidades.

Cristalino está que isoladamente, melhor dizendo, cada qual no seu quadrado, não está surtindo o efeito que precisamos na desconstrução dos horríveis preconceitos que a população perpetua relativamente aos diferentes. Para que essa triste evidência seja transformada se faz necessário que mudemos a visão monológica da conversa para a visão dialógica.

Enquanto estivermos falando para o espelho não interagiremos o eu com o outro, razão porque não provocaremos a alteridade. Verdadeiramente será com a ideia da unidade, comunhão, que atingiremos a consciência humana.

A mais linda poesia que o ser humano já escreveu, na minha opinião, foi a Declaração Universal dos Direitos do Homem (ONU – 1948). Contudo, poucos a leem, sendo que muitos que o fazem não a entendem. Raros são os que sabem que a nossa Carta Cidadã a recepcionou, pelo que está o Brasil obrigado a cumpri-la. À vista disso é que o Brasil tornou-se uma Terra sem lei. Rasgamos a Constituição da República e, como consequência, terminamos com o Estado Democrático de Direito. Já pensaram?

Pois é, colocar o dedo na ferida é muito doído. Todavia, necessário para sairmos desse estado de torpor.

Com o presente artigo venho convidar a todos a refletirem sobre as ideias aqui contidas e, depois, praticarem sucessivos exercícios de acessibilidade atitudinal, a fim de concluírem pela ressignificação dos humanos diferentes. Somente através da educação dialógica é que conseguiremos um coração universal.

Lutemos pela INCLUSÃO SOCIAL já!"

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Viagem ao século XIX


No dia 23/01 fiz um aterrorizante exercício mental ao ouvir a leitura do texto adaptado para a nossa realidade do Drácula, de Bram Stocker, no workshop "Histórias Extraordinárias", promovido pelo Centro Cultural do Banco do Brasil.

O clima que encontrei foi muito bacana, valendo dizer um teatro muito enfumaçado, com forte cheiro de queimado e uma música de terror ao fundo.

A leitura foi maravilhosa! Jimmy, como de hábito, encantou a todos. Meu menino, que completa 11 anos em fevereiro próximo, é um grande companheiro.





Histórias Extraordinárias:

"Com mediação da filósofa e escritora Marcia Tiburi, o projeto vai levar ao palco clássicos da Literatura Fantástica e de Terror, na forma de monólogos, seguidos de debate, com atores e os autores das adaptações.

O projeto une literatura, teatro e bate-papo em uma série mensal onde clássicos da “literatura fantástica” são adaptados para o teatro por importantes nomes da dramaturgia nacional e interpretados por atores consagrados do teatro e da TV, na forma de monólogos"


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Dica de Curso

Vejam que opção interessante a proposta e os cursos que estão a nossa disposição na Escola de Filosofia "Passagens"! Farei o curso de "Introdução a Filosofia" e depois conto aqui como foi.








“PASSAGENS foi o nome de um projeto do pensador alemão Walter Benjamin, autor de uma obra filosófica crítica e utópica. Das lendas nas quais a história do projeto das Passagens está envolvido, consta que Benjamin poderia ter fugido para o Brasil. Seu destino teria sido completamente outro. E o nosso também.

O projeto das Passagens de Benjamin envolveu a observação dos mercados, das ruelas, das vitrines, dos cartazes, dos movimentos humanos, da moda, do tédio, dos livros, do que se mostra e do que se esconde em uma cidade tal como a onírica Paris dos anos 30 do século 20. O resultado foi um livro que até hoje encanta muita gente. Sabemos que os livros são portais de sonhos e esperanças, rastros de perguntas e respostas abertas a todas as leituras do mundo, por isso resolvemos dar um nome de livro à nossa escola.

O conceito das Passagens nos diz muitas coisas. Das cidades, do que acontece nelas, do que nesses espaços urbanos é sonho e do que neles é frustração. Pelas passagens, caminham pessoas concretas cheias de histórias e desejos. O Rio de Janeiro, que Benjamin não conheceu, São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Natal, Porto Alegre, poderiam ter sido objeto desse projeto. A fisionomia das cidades, dos lugares, dos espaços, é o que ele nos ajuda a ler. Hoje o conceito das Passagens nos surge como um projeto de compreensão das formações materiais e concretas dentro das quais e através das quais experimentamos a vida na diversidade de suas oportunidades, potências e intensidades.

Vielas, vãos, bueiros, calçadas, becos, viadutos, paredes, muros, subterrâneos, nichos, portas, janelas, pontes sob as quais uns descansam seus corpos perdidos enquanto outros, assustados, abrem seus olhos desamparados, tudo isso nos aparece para compor um cenário onde aprendemos a passar, a passear. A vida encontra lugares para exercitar-se, para continuar seu trajeto incerto. A vida é essa passagem onde aprendemos a ser, a vir a ser.

Pensamos que a expressão das Passagens possa ser uma perfeita metáfora da educação e da formação das pessoas. Que a educação e a formação possa ser devolvida, por meio desse conceito, à sua dimensão poética sem a qual está imediatamente dissolvida a dimensão humana em seu sentido integral.

Pensamos essa dimensão poética da educação como um lugar crítico e criativo em que a dimensão do outro, do que está aberto para nós, resulta na invenção de cada um. A dimensão do outro é a única forma pela qual as pessoas podem entrar em contato consigo mesmas.

Por isso, criamos cursos – como aqueles caminhos feitos nas ruas por passos humanos, como de rios que permitem navegar, como cursores que passeiam nas telas digitais de nossa época - com o objetivo de abrir os olhos, de fazer ver mais longe, para o que está além das crenças e das certezas imediatas da vida.”



PROFESSORES CONVIDADOS

Agostinho Ramalho
Juarez Tavares
Marcia Tiburi
Evandro Affonso Ferreira
Mariana de Assis Brasil Weigert
Rubens Casara
Charles Feitosa
Salo de Carvalho
Antonio Pedro Melchior
Júlia Studart
Marcelo Semer
Susana de Castro
Eduardo Guerreiro Losso
Geraldo Prado
Luciana Boiteux
Luciano Elia
Vanessa Berner 
Maria Cantinho
Marcio Sotelo Fellippe
Manoel Ricardo de Lima
Simone Mainieri Paulon