terça-feira, 16 de maio de 2017

Convite para 30/05: evento da Comissão da Mulher do IAB



Descrição do cartaz para deficientes visuais:

Em um fundo azul claro, no lado direito, há um desenho de uma mulher de cabelos lisos na altura do ombro, vestida de tailleur azul marinho, com uma maleta da mesma cor e segurando um megafone. Deste megafone, saem setas brancas e azuis, que formam um balão de fala com o título do evento: "Seminário O mercado de trabalho para a mulher brasileira nos tempos atuais". No lado esquerdo do cartaz encontram-se os nomes das palestrantes, são elas: Rita Cortez (1ª Vice-presidente do IAB), Sayonara Grillo (Desembargadora do TRT da 1ª Região), Ana Carolina Lima (Advogada trabalhista), Maria Eduarda Aguiar (Advogada), Maíra Fernandes (Chefe de Gabinete do IAB), Deborah Prates (Presidente da Comissão de Direitos da Mulher). Abaixo está escrito: Participação Marcos Soares Costa (Tradutor e intérprete em Libras. 


Data: 30 de maio de 2017. Terça-feira, às 18 horas

Plenário do IAB (Av. Marechal Câmara 210, 5º andar, Centro, Rio de Janeiro. 

Realização Comissão da Mulher do IAB. Serão concedidas duas 
horas de estágio pela OAB/RJ.

Inscrições gratuitas: www.iabnacional.org.br/eventos

Informações: (21) 2240-3173 / 2240-3921.

domingo, 14 de maio de 2017

Dia das mães 2017

Hoje estava dando uma olhada no censo do IBGE/2010 e verifiquei que cerca de 14% das mulheres brasileiras não querem maternar.

Então fiquei a refletir o quanto as mulheres já resistiram, relativamente a obrigação de serem mães. Basta ser mulher para ouvir no Dia das Mães: Você já é mãe?

Quando a mulher é madura, nossa, vem o inconveniente discurso: Ah, mas você já está fora da idade, já pensou nisso?

Pois é, a sociedade machista e patriarcal não consegue enxergar e tolerar a ideia da liberdade, que tem a mulher de fazer as próprias escolhas! E a mulher que não quer ser mãe? E daí? O que tem qualquer humano a ver com isso?!

Por essas breves considerações é que tem cabimento repetir que ser mulher não é sinônimo de ser mãe.

Agora, para as mulheres que, assim como eu, optaram pela maternidade, beleza! Fica aqui registrado os meus mais sinceros votos de FELIZ DIA DAS MÃES 2017!!! https://www.facebook.com/images/emoji.php/v8/f6c/1/16/2764.png<3

Meu dia está sendo maravilhoso desde à zero hora. Obrigada pelas homenagens, filha querida!!!

Claro que não poderia resistir em dizer: O melhor presente para esse lindo dia não pode ser encontrado em shopping, cruzeiros, grandes embalagens com gigantescos laços de fitas, contas bancárias, etc. Não!

Vale lembrar que, por exemplo, um carinho, um abraço, um beijo, uma poesia... NÃO têm preço, tampouco etiqueta de grife.

Logo, não percamos tempo em insistir em encontrar a felicidade do lado de fora, já que os bens acima apontados não moram do lado de fora, mas, sim no interior de cada uma de nós! E tem pessoas que sofrem de cegueira voluntária aguda que ainda insistem em correr o comércio...

Divido com todas e todos uma poesia que a querida amiga Paula Wenke fez para sua mãe. Nossa, quanta sensibilidade da pensadora do Teatro dos Sentidos! Segue a criação:


"Que dia mais lindo, esse o das mães...
Não penso na exploração do comércio, muito menos que não tive filhos biólogicos até agora. Penso que o amor de mãe é uma inspiração constante.

Elas deixam habitar seu corpo por dentro, amam o intruso (que pra elas não é intruso, é fruto, é flor.) Carregam entortando-se, deixam que se alimentem do seu próprio alimento, deformam-se para formar. Tornam-se fábrica de leite com gosto de afeto.

É o amor personificado, é o exemplo mais singelo das nossas humanidades. Toda devoção a elas é pouca, porque o que sentem é a prova mais cabal da existência do amor incondicional e incomensurável.

Um beijo pra vc, Maria Ilse Wenke. Te amo em retorno, um tanto enorme também. Do tamanho do infinito. Mãe não morre nunca. Só descansa merecidamente ao lado do Iluminado."

por Paula Wenke.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Exposição de fotos do Movimento da Mulher Advogada

Realizada em 27/04/2017, no cinema Odeon (Cinelândia, centro do RJ), com o apoio da CAARJ (Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro). Senti-me muito honrada de estar ao lado de sete mulheres maravilhosas que representaram a advocacia feminina no RJ. Particularmente, fiquei bastante emocionada com a surpresa da minha foto representada em uma modelagem em alto relevo. Depois de 10 anos de cegueira pude me ver com as pontas dos dedos. Que máximo! Obrigada a todas e a todos que estiveram envolvidos nesse evento. Rendo minhas homenagens a pensadora do movimento Naide Marinho, bem como ao fotógrafo Alexandre Torreão e ao artista plástico Marcos Lazareiro.

Fiz um vídeo sobre essa importante ocasião, cujo link segue abaixo.


Também segue as diversas foto com as pessoas amigas que foram à exposição.

























quarta-feira, 26 de abril de 2017

Exposição de fotos do Movimento da Mulher Advogada

É com imensa alegria que convido a todas e a todos para a abertura da exposição de fotografias promovida pelo movimento das mulheres advogadas do RJ em parceria com a CAARJ. O evento acontecerá amanhã (27/04/2017), às 17:00h, no cinema ODEON, localizado na Cinelândia (centro). Está bem ao lado da estação do metrô da cinelândia, sendo, pois, de fácil acesso. Hoje tive a grata surpresa de saber que estará exposta uma escultura da minha foto que propiciará a visualização da fotografia pelas mãos. Senti-me emocionada ao receber essa maravilhosa notícia porque é a prova da inclusão através de seguidos exercícios de acessibilidade atitudinal. Espero vocês!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Deborah Prates é a presidente da nova Comissão da Mulher do IAB

Compartilhando a emoção que senti ao ser nomeada presidente da Comissão da Mulher do IAB. Tão emocionada fiquei que deixei para fazer o uso da palavra na próxima reunião. Faço um link entre o feminismo e a causa das pessoas com deficiência. A partir do momento em que não haja mais diferença de gênero no lar, as crianças, ao chegarem nas escolas, saberão recepcionar com igualdade os coleguinhas diferentes, como por exemplo os colegas com deficiência.


A sororidade, para mim, é o chão do feminismo, já que traz a ideia de irmandade entre as mulheres. Se hoje estamos falando da nova comissão é graças ao movimento das mulheres que, no passado, deram suas vidas na imposição das suas reivindicações pela igualdade entre homens e mulheres.


Traduzo como uma forte união e entrelace entre as mulheres com fundamento no companheirismo e empatia e com o contundente interesse no encontro de objetivos em comum. Costumo dizer que se a mulher quer ganhar igual salário pago ao homem para o exercício de idênticos misteres ela já é uma feminista! Acho que este sentimento é comum entre as consócias do nosso IAB.


Descrição da imagem para pessoas com deficiência visual: Deborah Prates, de óculos escuros, blusa branca e casaco amarelo, falando ao microfone no Instituto dos Advogados Brasileiros



Matéria na íntegra (retirado do site do IAB, link acima):

O presidente nacional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Técio Lins e Silva, anunciou na sessão ordinária desta quarta-feira (19/4) a assinatura de uma portaria criando a Comissão da Mulher e outra designando a consócia Deborah Maria Prates Barbosa (foto) para presidi-la. “Tenho certeza de que você conduzirá com brilho e competência, minha cara Deborah, esta missão”, afirmou Técio Lins e Silva.

Ao final da sessão, emocionada com a incumbência, Deborah Prates, primeira pessoa com deficiência a ingressar nos quadros do IAB, afirmou: “A iniciativa do nosso presidente é motivo de grande alegria e representa um enorme avanço; afinal, o Brasil é um país muito machista”. Segundo a advogada, a criação da comissão e a escolha do seu nome para presidi-la “é uma conquista para as mulheres e as pessoas com deficiência, pois, com o prestígio do IAB junto à sociedade, representará abertura de portas e oportunidades”.

Para Deborah Prates, “o feminismo é um movimento de transformação social”. Indagada sobre as primeiras ações da Comissão da Mulher, a advogada disse: “Penso que, neste momento, formar um time de consócias comprometidas com a igualdade de gênero seja a primeira etapa desse novo trabalho”. E acrescentou: “Sororidade é a palavra da hora, pois é a minha versão feminina para fraternidade, já que frater, em latim, significa irmão, e sóror, na mesma língua, representa irmã”.


terça-feira, 28 de março de 2017

Quando as oprimidas viram opressoras




Descrição da foto para pessoas com deficiência visual: Deborah Prates vestindo uma camiseta com a palavra "SORORIDADE" escrita em amarelo sob um fundo preto. Em volta da palavra, que está disposta na camiseta por sílabas - uma em cima da outra - há cinco pares de mãos unidas. Deborah fala ao microfone. Ao fundo, a parede é branca e, no canto esquerdo, há um quadro de moldura dourada. 


         Frequento alguns coletivos feministas na Cidade Maravilhosa. Um deles realizou, neste final de março, um evento em um cinema. Antes do filme aconteceu um debate com abordagem feminista. Pensei em não ir pela ausência de audiodescrição para o filme que seria exibido após a roda de conversa.

         É que eu já havia solicitado e reiterado essa acessibilidade e, em resposta, ouvi o de praxe: - Ah, não temos recursos. Dormi arrasada. Acordei fortalecida e com a certeza de que deveria ir. Fui!

         Dei sorte por que fui convidada para falar pelo movimento. Então, fiz questão de enfatizar que não faria um mero desabafo, como comumente ouço as moças dizerem, e sim uma nova reivindicação para a efetivação dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência. Contei à plateia a importância da audiodescrição para a compreensão do contexto do filme. Alertei que se houvesse sororidade e solidariedade dos humanos sem deficiência, com o mesmo dinheiro poderia ter sido decidido pelo filme dublado. Seria uma boa chance de exercitar a acessibilidade atitudinal, de sorte que pouco importaria se muitos e muitas só gostassem de filmes na suas línguas originais. Finalizei informando que as acessibilidades compunham o rol dos nossos direitos fundamentais e que não poderíamos falar de democracia sem igualdade e liberdade sem acessibilidade. Despedi-me informando que não ficaria para o filme por todos os motivos já explicados. Afinal, nunca perdi a minha dignidade!

         Na saída ouvi vozes femininas retrucando os meus argumentos. Revidavam que eu não poderia ter dito tudo o que disse ali, já que não seria o momento certo para "desabafar".

         Percebi naquelas vozes a encarnação da opressão pelo poder das mulheres sem deficiência contra as suas iguais com deficiência. Pena que a minha manifestação fora renegada às escondidas! Ah, se elas tivessem me chamado e não retrucado por trás!

         Inequívoco o olhar assistencialista que retira as mulheres com deficiência de cena! Vivemos tuteladas. Sem independência e autonomia até para fazer as próprias escolhas!

         Voltando para casa, no saculejo do metrô, lembrei-me da obra do antropólogo Roberto da Matta, "O que faz o brasil, Brasil?" Os argumentos tocantes às desigualdades no ano de 1985 se encaixavam como uma luva naquela sofrida experiência.

         O autor demonstra que o povo brasileiro adora a desigualdade. Porém, sempre dá um jeitinho de conciliar as visões diferentes, fingindo uma harmonia entre todas e todos. Procura agregar os opostos numa mesma fôrma. Contudo, com muita sutileza, sabe deixar nítido quem são os brasileiros principais e, no contraponto, quem são os brasileiros coadjuvantes.

         A questão é que a nossa sociedade não constrói barreiras físicas claras. Mas, ninguém tem dúvidas de que elas existem no nosso cotidiano.

         A desigualdade traz a ideia de que existem pessoas melhores que outras. No nosso Brasil, em tese, os desiguais convivem nos mesmos espaços num tom de igualdade formal. Todavia, a diferença é patente. Não pelas barreiras físicas, mas pelas barreiras simbólicas, atitudinais.

         O exemplo do vestibular dá a impressão de que todos concorrem igualmente. Mas, sabemos que a maioria que passa para as universidades públicas vem de escolas particulares. É um país de faz de conta. A noção de igualdade nunca pegou no Brasil.

         A nossa história é feita de privilégios atrás de privilégios. Tenho a impressão que o brasileiro parece ter vergonha desse modo de viver, pelo que finge se misturar com os diferentes. E, por esse jeitão, inventou uma hierarquia de valores. É tudo simbólico, velado, maquiado.

         Funciona assim: a pele branca vale mais que a pele negra; a pessoa sem deficiência vale mais que a pessoa com deficiência; o brasileiro jovem vale mais que o idoso, etc. O brasileiro que ostenta um símbolo, acertado como maior pela sociedade, tem mais direitos. Há um véu da igualdade passando por trás das desigualdades. Naquele cinema éramos todas iguais! A prova estava nas imagens de uma mulher com deficiência e outra negra no palco.

         As pessoas com deficiência, ainda em 2017, são - simbolicamente - tidas como quase alguém. Como quase brasileiras.  Assim, o CNJ baixou a Resolução 185/2013. É o famoso PJe. Esse sistema de peticionamento eletrônico não fora desenvolvido conforme o Consórcio W3C, de modo que baniu os advogados cegos da advocacia ante a ausência das acessibilidades. Esse mau exemplo não deixa dúvida de que, de modo simbólico, as pessoas sem deficiência têm peso maior que as "iguais" com deficiência.

         Nessa balada a sociedade vai eternizando o preconceito sobre as pessoas com deficiência e IGNORANDO, solenemente, a efetivação das acessibilidades como direito fundamental desse seguimento.

         Nos movimentos feministas a situação se repete. Nas reuniões eu falo, falo, falo... Nada acontece. Mas, a causa é bonita! Os políticos adoram! Deixamos as fotografias com um ar de inclusão para serem postadas no facebook em busca de dezenas de curtidas e comentários clichês. Ai, maldito véu da igualdade que recobre as nossas cabeças!

         Normal, pois, o comentário das mulheres sem deficiência depois da minha constitucional manifestação. Essas opressoras não sabiam o que falavam. A ignorância é que atravanca o progresso.

         Diziam que eu tinha que esperar. O quê? A morte? A Lei de Cotas, por ilustração, tem 26 anos sem cumprimento. A nossa Convenção de Nova Iorque (com status de Emenda Constitucional) tem 9 anos e não é cumprida. Temos a melhor legislação do planeta totalmente ignorada pela sociedade brasileira. E as moças vêm dizer que não era hora de falar, de brigar pela efetivação dos nossos direitos fundamentais!

         Qual será a nossa hora de reivindicar o cumprimento das leis? Querem nos amordaçar! Não! Para os que têm uma crença religiosa, talvez na vida eterna seja o momento oportuno. Vivemos no tempo presente. No aqui e agora. Quem restituirá às pessoas com deficiência o tempo de vida perdido? Mulheres sem deficiência oprimindo as suas iguais com deficiência! Pode isso?

         Roberto da Matta intitula esse comportamento como desigualdade simpática. A tradução desse termo para o caso exposto é: eu sou a sua opressora e vou sugar o seu sangue até a última gota. Mas, o farei de modo simpático. E você - mulher com deficiência - me sorrirá de volta para os registros fotográficos. Somos absurdamente desiguais, mas vamos fingir que somos iguais! Num clique somos deletadas, caramba!

         Por essa desigualdade simpática é que fica muito difícil combater os preconceitos e seguidas discriminações.


         Os movimentos feministas hão que entender que enquanto existirem as discriminações negativas deverão existir as discriminações positivas. Não tenho dúvida de que é a sociedade que tem que sair da inércia, da zona de conforto e enxergar a outra e o outro com deficiência e as diversidades em geral. Quem é a cega nessa narrativa?

quinta-feira, 16 de março de 2017

Vereadora Luciana Novaes e Deborah Prates no lançamento da Feira "Mobility Show"

É com muita honra que registro o produtivo encontro que tive nessa manhã com a vitoriosa vereadora do município do Rio de Janeiro Luciana Novaes

Fomos ao lançamento da Feira "Mobility Show", que ocorrerá na Marina da Glória da Cidade Maravilhosa nos dias 07 (de 12h às 18h), 08 e 09 (10h às 18h) de julho de 2017 (mais dados no cartaz abaixo).



Maiores informações: 0800 722 6612 ou www.mobilityshow.com.br

Na foto, da esquerda para a direita: Deborah Prates, Rodrigo Rosso, Luciana Novaes e Fábio Guimarães. 



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